De cara com Frida Kahlo, ícone empoderado e transgressor

206
Visitei o santuário de Frida Kahlo

Na rua Londres 247, em Coyocan, na Cidade do México, está o santuário de Frida Kahlo e Diego Rivera.  Dois pilares da arte e da cultura mexicana.

Caminhar, respirar pelos labirintos, jardins, salas, estúdios e entrar no universo deste casal de gênios é o néctar dos estados alterados.

Frida Kahlo está presente por todos os aposentos. Seu espírito borbulha nos ambientes desta propriedade onde nasceu, viveu e faleceu. Frida é um ícone de mulher empoderada e transgressora. Sua obras e ideias estão espalhadas por todos os lados.

Sua obras e ideias estão espalhadas por todos os lados
Sua obras e ideias estão espalhadas por todos os lados

Na visita às primeiras salas a esquerda saltam das paredes as pinturas de Frida.  O flamejante Viva La Vida deixa qualquer criatura em transe, é a última pintura realizada pela artista dias antes da sua morte.

Frida Kahlo está presente por todos os aposentos
Frida Kahlo está presente por todos os aposentos

Toda a vida de Frida está registrada ao longo dos quartos. Sua vida de dor, doença e o trágico acidente aos 18 anos que a deixou com a coluna quebrada e muitas fraturas na perna direita.

Isso tudo não impediu de ela ser uma das maiores artistas do mundo de todos os tempos. O setor do estúdio onde Frida e Diego criaram suas obras continua impecável com suas telas, tintas,  cadeira de rodas, pinceis e traquitanas. Frida adorava fumar cigarillos, baseados, tequila e mescal.

Diego Rivera, diz a lenda, levantava da cama já com uma tocha na boca
Diego Rivera, diz a lenda, levantava da cama já com uma tocha na boca

Seu marido Diego Rivera, diz a lenda,  levantava da cama já com uma tocha na boca. Logo após a morte de Frida (1907-57), Diego guardou em um aposento secreto diversas roupas de Frida em baús e pediu para serem abertos depois de 50 anos.  O segredo foi mantido até 2004 e todas as fechaduras dos banheiros, armários e baús foram abertos.

O estilo de Frida era dualém
O estilo de Frida era dualém

Todo este tesouro está exposto na casa azul:  fotografias, objetos, obras e uma mega coleção do guarda roupa de Frida Khalo com mais de 300 peças. Vestidos, roupas alucinantes, corseletes, camisas, saias, xales coloridos, joias, sapatos, perfumes, botas e coletes ortopédicos que ela mesma bordava e pintava. O estilo de Frida era dualém, um mosaico visual que  adorava combinar cores, texturas, joias de acordo com seu estado de espírito e que inspirou milhões de pessoas. (Este texto foi publicado na revista Tá SUAVE).

Siga @verissimoarthur