Três Picos no RJ: o amor sobe montanhas

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Nas alturas: momentos inesquecíveis

Respirava profundamente o ar puro da montanha logo ao amanhecer. O visual estonteante da serra, prometia um dia literalmente nas nuvens. Uma semana antes, fora convidado, para participar com grupo multifacetado de cinegrafistas, ambientalistas, fotógrafos, guias e cervejeiros notáveis para uma expedição Nosso objetivo : Desfrutar da trilha e subir até o topo da montanha Cabeça do Dragão, que está encravada no parque estadual dos Três Picos no RJ. Na volta nosso exército de Brancaleone celebraria o retorno com uma refeição orquestrada pelo chef Guilherme Schwinn e degustaríamos deliciosas cervejas artesenais.

Partimos como sherpas/montanhistas pela trilha
Partimos como sherpas/montanhistas pela trilha

Minha célula era composta pelos cervejeiros/alquimistas José Felipe/Wals, Ricardo Amorim, Gabriel Di Martino, o viajante cervejeiro Edson Carvalho, o chef Guilherme e este escriba andarilho. Conectados com a exuberante natureza, praticávamos alongamentos antes da intrépida caminhada. Seguíamos as premissas e orientações do guia Luiz Cruz, da Brasil Active e partimos como sherpas/montanhistas pela trilha. Saímos do Refúgio Três Picos que esta a 1,245 metros de altitude as 9h da manhã.

A meta seria atingir o topo da Cabeça do Dragão que se eleva a 2.075 mts de altitude e voltar (ida e volta 12km). O dia permanecia nublado e a medida que seguíamos, as Brumas de Avalon se instalaram em nosso percurso. Podíamos ver a silhueta das exuberantes montanhas emoldurando nosso caminho.. No vale dos deuses demos nosso primeiro pit stop. Fizemos um lanche apetitoso e mergulhamos vigorosos na trilha para a Cabeça do Dragão. A legião seguia embalada, oxigenada, na densa mata. Nossa determinação transcendia as dores musculares e dificuldades da subida.

Nestes momentos é que percebemos que o todo é maior do que a soma das partes
Nestes momentos é que percebemos que o todo é maior do que a soma das partes

A cada passo a pirambeira se acentuava no zig zag da trilha. O grupo superava as dificuldades caminhando lado a lado. Nestes momentos é que percebemos que o todo é maior do que a soma das partes. No caminho entre as montanhas da Caixa de Fósforo, Capacete e Cabeça de Dragão, as pessoas borbulhavam amor, força e companheirismo na superação dos obstáculos. E haja respiração.

Quando chegamos na primeira laje na Cabeça do Dragão avistamos seu cume. Seguíamos com suavidade pela crista do Dragão. A flora se manifesta com lindas bromélias e e orquídeas ao longo do maciço. No topo da montanha fizemos uma grande roda e agradecemos a natureza e ao universo nossa alegria e liberdade de estarmos juntos. Repentinamente o tempo virou e o frio se instalou. Fomos descendo silenciosamente na sintonia de atenção plena.

O amor sobe montanhas
O amor sobe montanhas

Experimentavamos o momento presente em completa sincronicidade Chegamos ao refúgio, no final da tarde. O grupo exalava alegria depois da proeza, porém com uma fome e sede de peregrino. Adivinhem!!! O chef Guilherme ainda teve pique e foi para a cozinha. Preparou um jantar dos deuses que desfrutamos sorvendo o néctar da cerveja artesanal. Momentos inesquecíveis.

@verissimoarthur