Meu encontro com o Stigmata, homem com chagas de Cristo

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Giorgio Bongiovanni

O deslumbrante amanhecer na cidade de Bolonha, na Itália, prometia um dia glorioso, com sol exuberante. Pretendia viajar até a comunidade de Nonsiomosoli, em Sant’Elpidio a Mare, distante 8 horas. A viagem pela costa do Mar Adriático era um deleite para o espírito. Almocei em Ancona e desviei para Civitanova arche. Uma viagem coberta de enigmas pelas entranhas da Itália. Depois de meses de telefonemas, e-mails, telepatia e sinais de fumaça, tinha um encontro marcado com o homem que carrega no corpo as marcas das chagas de Jesus Cristo, o Stigmata. Seu nome: Giorgio Bongiovani. Uma história de vida voltada para o sobrenatural.

Nonsiomosoli está encravada em um vale coberto por girassóis. Fomos recebidos por um grupo de mais de 20 pessoas animadíssimas. Giorgio estava fora, mas retornaria dentro de duas horas. O local é uma antiga casa de campo totalmente reformada, onde funciona uma editora de revistas. Ali são publicados três títulos: a badalada “UFO”, outra dedicada à destilação da saga de Stigmata e “Terzomillennio” (“Terceiro Milênio”), que retrata a nova era e questões como terrorismo, guerras, a crise no meio ambiente e a ignorância da humanidade. As pessoas que trabalham no lugar parecem ter vindo do seriado “Túnel do Tempo”. A secretária de Giorgio se assemelha a uma princesa medieval. Linda e serena. Do seu corpo exalava um perfume embriagador de rosas e outras essências.

Meu encontro com Giorgio foi extraterrestre. Nascido a 5 de setembro de 1963 na pequena cidade de Floridia, na Sicília, o cara é realmente uma criatura de outra dimensão, como alguém dos tempos da Inquisição. Caso estivéssemos naquele período, ele seria arremessado à fogueira feito bruxo ou feiticeiro.

Conversamos muito. Ele respira e transmite enigmas. Em abril de 1989, quando saía do trabalho, Giorgio teve uma visão de uma mulher de branco que flutuava ao lado de seu carro. Ela se apresentou como sendo a Virgem Maria e comunicou que Giorgio havia sido escolhido para ir ao Santuário de Fátima, em Portugal, onde receberia as explicações da sua missão divina aqui na Terra.

Centro histórico de Sant'Elpidio a Mare
Centro histórico de Sant’Elpidio a Mare

Em setembro de 1989, Giorgio chegou a Fátima. Logo a Virgem se manifestou e lhe transmitiu sua missão. Ele deveria propagar mundo afora a mensagem dos segredos de Fátima: o futuro do planeta será desastroso se não mudarmos nossa mentalidade. Além disso, ela lhe disse que o Universo é habitado por muitas civilizações além da nossa. Esses seres, segundo Giorgio, nos visitam regularmente a bordo de naves espaciais.

Santo, iluminado, embusteiro, bruxo. Sei lá que nome dar para aquele homem, que fala suavemente sobre seus encontros com óvnis, cosmonautas russos, documentos secretos e civilizações misteriosas.

Pergunto sobre as marcas em seu corpo (as stigmatas) e o mundo cristão. “Jesus não criou uma religião ou uma Igreja, sua mensagem é universal. A stigmata simboliza sua paixão, crucificação e ressurreição. Seu sacrifício supremo foi realizado para redimir todos os habitantes da Terra”, disse Bongiovani.

Mas nada me impressionou tanto quanto sua história sobre a Terra Oca. Em um sussurro, ele me disse que há passagens que levam para um outro mundo dentro do nosso nos pólos do planeta. Um lugar onde existe vegetação e uma raça mais desenvolvida que a humana. E avisou, sorridente, que o retorno do novo Jesus-Buda esta próximo. Deus te ouça, Stigmata.

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