Visual incrível! Um rolê de bike pelas ciclovias cariocas

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De bike na cidade maravilhosa

Acordar em um domingão no Rio de Janeiro com sol e brisa suave é um convite para lazer, praia e muita descontração. Ciclista inveterado, resolvi experimentar o sistema de aluguel de bicicletas (BikeRio), instalado há 6 anos pela prefeitura e banco Itaú.

Existem 260  estações  de aluguel distribuídas por diversas regiões no Rio de Janeiro. Me cadastrei via internet e utilizei o serviço pagando pelo cartão de crédito. Não tem mistério, basta um pouquinho de paciência e um celular nas mãos. Para retirar a bicicleta da estação, você tem que ligar do seu celular para o número que consta na placa de informação, digitar o número da estação e a posição da bicicleta. Pronto, você estará com o meio de transporte mais versátil, econômico, saudável e ecologicamente correto para circular pelas ciclovias cariocas.

bike rio

Peguei minha magrela logo cedinho no posto 6 em frente ao Forte de Copacabana e saí pedalando pela orla degustando a estonteante paisagem até a praia do Leme. De um lado, o calçadão projetado por Burle Marx e o mar, do outro, os diversos estilos arquitetônicos dos  edificios emolduram o cenário. O que explode diante dos sentidos é a fauna humana que transita entre a praia e o calçadão. A orla carioca é um borbulhante caldeirão urbano, com uma mistura de classes sociais, etnias e culturas distintas convivendo na mesma área.

bike rio

A medida que sigo com minha bike, escuto uma imensidão de sotaques tupiniquins  e línguas estrangeiras. Reverbera de um quiosque um dos hinos de Tim Maia: “Que Beleza! Maravilha! Quem dança segura a criança! Do Leme ao Pontal! Não há nada igual! Do Leme ao Pontal”. A música grudou como um viral em minha mente. Feliz da vida, desviava dos incautos transeuntes, carrinhos de bebê, entregadores de gelo e outros obstáculos. Meu objetivo era fazer ida e volta do Leme ao Leblon, um trajeto de 16 km.

bike rio

Minha primeira parada foi no Arpoador. Fiquei com um olho no mar e outro na bicicleta, porque não existe corrente e cadeado no aluguel da bike (leve por precaução os dois itens na mochila). Aproveitei o ensejo e devorei uma espiga de milho acompanhada de um coco gelado. No relax, continuei minha jornada pela hipnótica praia de Ipanema até a ponta da praia do Leblon. A ciclovia estava lotada de ciclistas, moradores, cachorros, turistas e atletas de fim de semana.

bike rio

Decidido, virei a direita e segui em direção ao Jardim Botânico. Por incrível que pareça, cruzei com pouquíssimas bicicletas e pedestres. Óbvio que existe muito a se fazer em questões de conservação, sinalização e manutenção. O arvoredo e as generosas sombras do Jardim Botânico fizeram meu corpo e mente relaxarem. Na volta, aproveitei o ensejo e mergulhei no cair da tarde nas águas de Ipanema.

O que realmente falta é uma campanha ampla de conscientização dos motoristas, pedestres e ciclistas sobre a real importância da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte, isso porque a maioria não respeita as regras básicas de convivência e educação. Bora pedalar!

 

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